De repente, turvou-se o olhar e tombou-se o corpo, que se não se apoiasse em outro corpo, certamente cairia lenta e delirantemente e só voltaria a si com o baque, mas ainda sim com um sorriso evidente na face, que de tão encarnada numa nova personalidade, demonstrava a confluência do prazer do esquecimento do cotidiano e dos delírios do não pensar. Essa sensação sonolenta, quente, prazerosa, sensual, foi tão rápida, mas tão elétrica que fez todo seu corpo formigar. Nunca se sentira assim, tão transcendente, e ainda: por um simples beijo...
Pintura: "O Beijo" Gustav Klimt
Um comentário:
No ritmo de suas palavras, escorrego na emoção e deixo de ser um leitor!
Muito bom!
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